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O que é o talento?


Para muitos estudiosos, o talento é a manifestação de uma inteligência por meio de uma ou mais habilidades com significado social expressivo.

Os cientistas dizem que o talento inato é algo que resulta de determinadas combinações de genes. Estas combinações produzirão enzimas que irão afetar certas estruturas cerebrais tornando-as maiores e com mais conexões entre os neurónios. Será assim que certas crianças se apresentam como prodígios desde tenra idade.

Seja como for o talento envolve geralmente as seguintes aptidões:

- elevada inteligência em uma ou mais habilidades;
- forte motivação;
- espírito criativo;
- alta curiosidade;
- persistência;
- perfeccionismo;
- capacidade de realização e concretização.

Carolina Hehenkamp, professora e terapeuta holandesa, defende que o talento só adquire o seu verdadeiro significado quando "se converte em algo concreto".
Já no século XIX, Nietzsche, falou em "virtuosidade" como a capacidade de execução, pilar do talento.

Geralmente, o talento surge em idade precoce mas muitas vezes as pessoas só o reconhecem (em si mesmas) mais tarde quando despertam para uma vocação e se sentem no contexto e na época certa.

As áreas de talento são praticamente todas mas os especialistas referem habitualmente as seguintes:

- talento artístico (escrita, artes plásticas, artes cénicas, música, etc.);
- talento para liderança;
- talento científico;
- talento cinestésico (habilidades manuais e corporais);
- talento desportivo;
- talento matemático;
- talento social;
- talento criativo.

O economista Geoff Colvin alerta-nos, porém, para o facto de que "o talento não tudo" (título do seu próprio livro dedicado ao tema).

Referindo-se aos desempenhos excepcionais, Colvin diz que ter talento não chega; é preciso muita aprendizagem e treino bem sucedido e intensivo (aquilo que ele chama de "prática deliberada"). Ou seja, não é o talento ou o trabalho que conduzem à perfeição mas antes um esforço altamente focalizado visando melhorar até aos limites "impossíveis" do possível.

Consta que são precisas 10 mil horas (cerca de 10 anos) de prática deliberada para que se passe de um desempenho muito bom para um desempenho excepcional. O que, diga-se, não está ao alcance de todos porque exige entrega e dedicação constantes.

A verdade é que vivemos num mundo em que o saber e o talento são cada vez mais valorizados. Não é por acaso que chamam à nossa época a Era do Conhecimento, a Era da Inteligência, a Era da Criatividade, etc.

Nelson S Lima 

SER INTELIGENTE GARANTE FELICIDADE?


Disseminou-se a crença de que nós, humanos, aproveitamos apenas 10% do cérebro. É, obviamente, um equívoco. Em estado de coma talvez isso aconteça mas servirá apenas para nos manter perto da morte. Ou seja, não se poderia viver se apenas aproveitássemos 10% do cérebro.

Outra hipótese é dizer que "aproveitamos apenas 10% das nossas potencialidades"! Neste caso, estamos mais perto da verdade se bem que não se possa dizer sequer que é uma regra geral. Nós, na realidade, tiramos maior partido desse potencial. Quantificar, ainda por cima usando um número, é que está mesmo errado.

Há pessoas que são excepcionais numa determinada área e sofríveis em todas as restantes. Mas as pessoas que se encaixam no que entendemos por normalidade retiram, obviamente, muito mais partido das suas potencialidades do que os tais 10%. O problema maior é outro: é que nem sempre temos oportunidade, motivação e condições para sermos ainda melhores.

Todos contemos alguma centelha de genialidade. Às vezes, detetamos isso bem cedo na vida. Outras vezes é mais tarde e em circunstâncias adversas que o descobrimos, quando somos desafiados a "puxar" pela inteligência e pelo que de melhor tenhamos no cardápio dos nossos recursos.

O auto-conhecimento tem, neste capítulo, um papel muito importante, até mesmo decisivo. Muitos de nós estamos mergulhados em incertezas, dúvidas, inseguranças e medos, sendo muito provável que tudo isso nos impeça de explorarmos o melhor de nós próprios. Outros têm vidas complicadas, pessoas que as aprisionam e manipulam, crenças em forças externas em quem depositam o seu destino....

Não, definitivamente nenhum de nós deve aceitar que apenas consegue usar 10% das suas potencialidades, mesmo aquelas pessoas que apresentem algumas dificuldades de foro psíquico.

Assuma-se por inteiro! Você é fruto de uma natureza cósmica (isto é, que não se restringe ao planeta Terra) que "dirige" o extenso universo em que vivemos. Você é alimentado pela energia das estrelas e é descendente de milhões de antepassados e cruzamentos bem sucedidos ao longo do tempo....

A natureza foi aperfeiçoando o organismo humano e destinou-nos um cérebro pleno de uma diversidade de aptidões. Deu-nos também uma inteligência que se auto-determinou escapando, em boa parte, das tenazes genéticas.

Temos um cérebro que aprende. A toda a hora. E sempre que quisermos. Ora não há maior liberdade do que essa. Só que, muitos de nós, não usam essa liberdade plenamente (ou porque não podem, ou porque não querem) vivendo com mentes fechadas e limitadas.

Liberte-se e viva plenamente!

Nelson S Lima 

GUIA PARA TEMPOS DE INCERTEZA


James Canton, autor do livro "The Extreme Future",  trabalha há mais de 30 anos como conselheiro de empresas e governos, incluindo o Governo dos Estados Unidos. É um dos poucos especialistas no estudo do futuro a partir das megatendências que geralmente dão origem às grandes transformações humanas. A sua missão consiste em acompanhar a evolução dos acontecimentos humanos e perceber o impacto que eles terão no futuro a curto, médio e longo prazo.

Por exemplo, Canton procura responder a perguntas como estas:

1º Qual o futuro da humanidade se até ao ano 2050 as questões do aquecimento global e as alterações climáticas não ficarem resolvidas (em 2050 o planeta Terra deverá ter quase o dobro da população actual);
2º Quais as implicações reais que o aumento da informatização dos serviços e a rapidez da internet terão na vida das pessoas, em especial no trabalho?

Como é que Canton procede? Ele utiliza a inteligência e os conhecimentos de muitos especialistas e empresas para compreender como as coisas muito provavelmente vão acontecer. A sua organização, o Institute for Global Futures, tem um sistema de vigilância através da internet que lhe permite recolher informações em mais de um milhão de fontes (laboratórios de pesquisa médica, empresas de alta tecnologia, NASA, etc.). É com base em todo esse imenso material que ele constrói cenários sobre o futuro.

Despertar a nossa consciência...
O livro de Canton é muito importante e eu recomendo-o vivamente. É uma espécie de manual sobre o futuro não impossível. Para quem esperar viver mais 10, 20, 40 ou 50 anos este livro é fundamental. Mais ainda para os pais cujos filhos vão viver quase todo o século XXI. O livro desperta a nossa mente para realidades que hoje já são futuro, tal a velocidade a que as mudanças estão a acontecer.

Qual é a vantagem de conhecermos melhor o que provavelmente vai acontecer dentro de 5 ou 10 anos, ou mais?

No século XXI, dominado pela informação e a tecnologia, esse conhecimento é muito importante. É que, tal como se previra, o nosso mundo está a transformar-se radicalmente e a uma velocidade incrível em muitos domínios que vão afectar a vida do cidadão comum e ainda mais dos nossos filhos.

Podemos pensar que estas coisas modernas só interessam a uns quantos. Puro engano. Ingenuidade, talvez. É que o mundo, hoje, é a tal "aldeia global" onde o que acontece a 5 mil ou 10 mil quilómetros de distância (uma invenção, uma alteração da Bolsa, uma falência, uma alteração política, etc.) pode ter um impacto não negligenciável na nossa vida agora ou no futuro.

Cidadãos informados são cidadãos mais esclarecidos, mais habilitados a cuidarem do seu próprio futuro e dos seus interesses.

Lembremo-nos que as boas decisões só podem ser tomadas por quem tenha ao seu dispor as melhores informações. Por exemplo, quando os nossos filhos precisam de decidir sobre o futuro eles devem estar informados sobre os cursos e as carreiras profissionais que interessarão não agora mas daqui por 6 ou 7 anos quando saírem da universidade. Ora 6 ou 7 anos é, hoje em dia, um período de tempo em que muita coisa acontece, até mesmo ao nível das profissões.

O extraordinário mundo novo que estamos a viver neste século XXI, com todas as suas coisas boas e menos boas, faz um apelo crescente à nossa inteligência, à nossa capacidade de aprender e ao nosso senso crítico. Mais do que nunca a inteligência é aquilo que separa as pessoas e as empresas mais competitivas das menos capazes de se adaptarem; mais do que nunca a necessidade de aprender e de reciclarmos os nossos conhecimentos se tornou numa urgência inadiável; mais do que nunca o sentido crítico se revela determinante para sabermos fazer escolhas e tomar decisões.

Guia para o século XXI
Competitivo, incerto, rápido, indeterminado, complexo, eis o nosso mundo.Colocar a cabeça na areia e ignorar que as transformações sociais, tecnológicas, económicas e outras interferem na nossa vida é má política e pode ser suicida. Por isso recordo aqui alguns conselhos de Augusto Cury que recolhi na sua teoria da Psicologia Multifocal.

1º Desenvolvermos a Arte da Pergunta (sermos curiosos na procura de mais saberes).
2º Desenvolvermos a Arte da Dúvida (para que nos interroguemos sobre nós próprios e os outros antes de tomarmos decisões).
3º Desenvolvermos a Arte da Crítica (fundamental para decisões inteligentes).
4º Analisarmos as diversas variáveis que estão em jogo para atingirmos os nossos objectivos (procurando prever os obstáculos, o impensável e o inesperado mas não impossível).
5º Valorizarmos as relações sociais e procurarmos ser agentes sociais.
6º Aprendermos a expor as nossas ideias (o mundo hoje ferve de ideias e inovações).
7º Termos uma visão multifocal da espécie humana.
8º Expandirmos o mundo das ideias através do uso das artes da inteligência (a arte da pergunta, dúvida, crítica, observação, análise).
9º Aprendermos a colocar-nos como "eternos" aprendizes.
10º Procurarmos ser engenheiros de ideias actuando com consciência crítica.

Nelson S Lima 

O futuro dos talentosos seniores!


Muitas pessoas, à medida que se aproximam da meia década de vida, começam a ficar demasiado preocupadas com a idade e o natural envelhecimento. Algumas alteram, de imediato, o estilo de vida. 

Mudam de hábitos alimentares, correm para os ginásios, começam a praticar cicloturismo ou jogging, numa corrida contra o tempo na esperança de travarem os sinais da idade. Outras investem em operações plásticas para reduzirem e disfarçarem as marcas do tempo e dos excessos. Todas estas preocupações são normais e até legítimas desde que não se transformem em paranóia ou descambem para comportamentos obsessivo-compulsivos e elevem o neuroticismo e o stress.

Na verdade, o envelhecimento deve ser entendido como um processo de desenvolvimento, pelo menos até ao fim da 3ª idade (cerca dos 75 anos). Não se justificam medidas desesperadas devidas ao medo de se "parecer velho".

É óbvio que isto tem tudo a ver com factores culturais pois no Ocidente o "ser-se velho" é sinónimo de senilidade, aborrecimento, reumatismo, artroses e outras maleitas pouco simpáticas que acabam, muitas vezes, por servirem de justificação para nos despacharem para um qualquer lar de idosos.

No mundo actual, ter-se mais de 70 anos de idade é cada vez mais vulgar. Com o decréscimo da natalidade nos países em desenvolvimento e o aumento da longevidade é evidente que haverá cada vez mais pessoas idosas. 

Mas as boas notícias abundam. Quem estiver ainda na casa dos 50/60 pode contar, de futuro, com a medicina da longevidade para prolongar a sua passagem na Terra. Ou seja, muitas pessoas desta faixa etária poderão viver facilmente mais 50 anos! Surpreendido?

Veja as boas notícias:
A medicina do futuro vai sofrer grandes transformações e prevê-se que daqui por uns 10 a 15 anos se divida nas seguintes categorias:

Medicina Predizente: mantém a pessoa, saudável, sob vigilância médica, prevendo as doenças antes que apareçam.
Medicina Preventiva: detém ou evita doenças e disfunções.
Medicina Recuperativa: memória, mobilidade e saúde em geral é recuperada (é a forma de medicina tradicional).
Medicina Regenerativa: regenera ossos, músculos, órgãos e células.
Medicina da Longevidade: prolonga a vida, mantendo a saúde e a produtividade dos indivíduos.
Medicina de Optimização: desenvolve todo o potencial mental e físico dos indivíduos para lhes proporcionar o desempenho máximo ao nível da saúde.
Medicina Substituidora: proporciona substitutos viáveis para o corpo e a mente das pessoas, para repor a funcionalidade saudável.
Medicina de Potencialização: melhora as funções mentais ou físicas com objectivos especiais, algumas eventualmente sobre-humanas (superdotação).

Os baby boomers, isto é, as pessoas nascidas entre 1946 e 1964 são muitas. Só nos Estados Unidos serão cerca de 76 milhões. Os baby boomers constituiram o grupo demográfico mais influente do planeta. Foram eles que redefiniram todos os aspectos do mundo actual. 

A verdade é que, segundo o Institute for Global Futures, a sociedade tem necessidade de manter os altamente especializados mais tempo integrados na futura força laboral. O objectivo da medicina do futuro próximo não será apenas o de mantê-los vivos por mais tempo mas também mais produtivos e úteis.

Nelson S Lima 

Como manter um cérebro excelente!

NEURÓBICA
Conjunto de actividades físicas orientadas para a estimulação da mente e do sistema nervoso em geral tendo em vista o seu bom funcionamento e a manutenção de capacidades psicomotoras e sensoriais. Inclui exercícios físicos suaves, caminhadas, orientação espacial e temporal, activação dos sentidos e quebra de rotinas. É acompanhada por um programa de orientação nutricional e revisão do estilo de vida sempre que este se mostre adverso para a longevidade saudável do cérebro e do sistema nervoso em geral. Aconselhável a pessoas com mais de 35 anos de idade e mais ainda a todas que estejam já na meia-idade (45-55 anos) porque ajuda a atrasar o envelhecimento das funções cerebrais e psicomotoras e prevenir doenças degenerativas do sistema nervoso como certas demências, o mal de Alzheimer, etc. A neuróbica pode ser enriquecida com desportos de ginásio.

NEUROFITNESS
Programas de exercícios mentais orientados para a estimulação das funções cognitivas superiores (auto-consciência, harmonia emocional, pensamento, criatividade, reflexão, planeamento, tomada de decisões, aprendizagem, memória, inteligência, etc). Devem ser complementados com actividades de neuróbica e podem beneficiar igualmente com a prática regular de desportos de ginásio.
O neurofitness é aconselhável em todas as idades e em particular a crianças, adolescentes e adultos jovens tendo em vista revigorar as capacidades mentais e manter um alto nível de performance. Por isso é uma boa sugestão para todos aqueles que tenham profissões de alta exigência intelectual e stressantes.

MENTAL TRAINING
Programas de treino mental específicos para atletas. O mental training tem por finalidade reforçar a capacidade mental dos atletas para que estes possam manter níveis elevados de performance graças ao reforço da destreza mental orientada para a prática desportiva. Ajuda, entre outras funções, a desenvolver a tenacidade da atenção, a alta concentração, a reacção psicomotora, o controlo do stress e da ansiedade da competição. Através de exercícios apropriados permite aos atletas colocarem o cérebro em estado de prontidão competitiva, isto é, apto a coordenar o corpo, o equilíbrio e os movimentos no momento da competição.

O futuro do homem


A mente continua a ser um tema sedutor e aberto às mais variadas abordagens (filosóficas, biológicas, neuropsicológicas, etc.). Produto da actividade concertada de grandes aglomerações de células cerebrais altamente especializadas e de um complexo metabolismo que só agora começa a ser compreendido, a mente humana cumpre numerosas funções que se exprimem em diferentes planos.

Graças à evolução bem sucedida do sistema cérebro-mente, a história da Humanidade é um percurso empolgante de conquistas. Em não muitos milhões de anos vencemos uma série de etapas evolutivas e, chegados ao século XXI, eis-nos senhores de uma sociedade multifacetada, complexa e altamente competitiva - produto, afinal, da dinâmica interacção entre o exercício do pensamento e os desafios da vida.

A história da humanidade reflecte assim, desde os seus primórdios, o resultado da nossa inteligência criativa. Em poucos milénios desbravámos territórios inóspitos e levantámos civilizações. Rapidamente percebemos que tínhamos o poder de exercer transformações no que antes parecia imutável. A criatividade tornou-se a grande força da nossa inteligência. 

De simples recoletores e caçadores passámos rapidamente a inventores, técnicos e artistas. E com isso modificamos completamente a face do planeta e a história do nosso Mundo.

Agora, em plena Era do Conhecimento, o intelecto perfila-se como um capital de valor inestimável. Já ninguém duvida que a riqueza das nações, das comunidades e das organizações (seja de que tipo forem) depende mais dos recursos intelectuais – inteligência, criatividade e conhecimento – do que qualquer bem tradicional, incluindo o próprio dinheiro. De facto, a força muscular e o trabalho das máquinas estão rapidamente a ser substituídos pela inteligência.

Na exigente sociedade de hoje só as pessoas que invistam seriamente no capital intelectual de que dispõem (inteligência, criatividade e conhecimento) poderão aspirar a lugares destacados no mundo do trabalho. Aprender mais e mais e durante toda a vida tornou-se numa exigência da Era do Conhecimento. Para tal temos de estar na melhor forma mental.

Sugiro uma leitura ao meu blogue www.theextremefuture.blogspot.com dedicado a esta matéria.

O que é o "horizonte de tempo"?


A nossa educação - concebida à escala das nossa pequenez - sempre limitou a capacidade visionária da nossa mente. Estamos (e continuamos) bastante condicionados nesta matéria. Isso terá levado Einstein a desabafar algo como "se libertássemos a imaginação humana nós já estaríamos muito mais avançados no desenvolvimento".

Mesmo assim, a sociedade humana avançou porque, ao longo da sua história, apareceram uns sujeitos que conseguiam ver além do óbvio e do que lhes aparecia à frente do nariz. Esse fulanos pensavam pró-activamente. E aqui entra um factor decisivo em todas as épocas: o "horizonte de tempo". O que é isto?

Pois bem, chama-se "horizonte de tempo" à capacidade de concebermos o tempo na nossa mente e de nos projectarmos no futuro. Mais precidamente, é o período cognitivo dentro do qual somos capazes de projectar, planear e executar acções no futuro.

Elliot Jacques, um antigo professor de sociologia britânico, chamou a esta capacidade "janela do tempo". Ele foi peremptório: "a duração máxima de tempo que a mente de uma pessoa pode alcançar permite avaliar e definir o nível do poder cognitivo dessa pessoa".

Geralmente, as pessoas com um horizonte de tempo amplo são bastante inteligentes e, por isso, podem ser magníficos visionários (no sentido em que percebem as mudanças subtis que ocorrem na sociedade e são capazes de intuitivamente conceber o que vai acontecer), além de excelentes condutores de missões.

Efectivamente, aumentam as provas (científicas) de que quanto mais longe o nosso cérebro for capaz de "trabalhar" no tempo mais inteligentes nos tornamos. Essa capacidade está localizada nos chamados "lobos frontais", as zonas mais modernas (em termos evolutivos) do cérebro humano.

Nas pessoas em que o "horizonte de tempo" é pequeno verifica-se alguma rigidez na elasticidade de resposta a desafios em que o factor tempo seja prioritário.

Em épocas como a nossa - em que temos de lidar com a complexidade, a ambiguidade, a rapidez dos acontecimentos e o paradoxo - as pessoas habilitadas a funcionar com amplos "horizontes de tempo" estão mais à-vontade para responderem criativamente aos desafios.

Robert Cooper, um prestigiado psicólogo organizacional, foi um extraordinário professor que me fez perceber a importância que cada um de nós deve dar ao factor "tempo" e à "percepção do futuro".Recordo alguns dos seus conselhos para agilizar a mente e desenvolver nela o "horizonte de tempo":

- estar abertos a todas as fontes de informação;
- procurar mais do que uma resposta para os problemas;
- usar conhecimentos ou dados contraditórios para gerar respostas alternativas;
- pensar fora das regras e normas habituais (ser criativo e inovador!!);
- dar atenção a tudo aquilo que, relativamente a um problema, fique por dizer;
- não ter receio de gerar "novas teorias" ou de "ver as coisas de forma diferente";
- encarar a incerteza como recurso!

Aquele professor sugeria também que, para começar, deveríamos desenvolver "uma visão pessoal do tempo futuro" (uma verdadeira "autobiografia futura"), imaginando-nos a actuar num tempo futuro.

Aliás, este é um exercício que costumo aconselhar frequentemente às pessoas com alguns problemas de adaptação: convido-as a imaginar onde gostariam de estar e de fazer a 5 ou 10 anos de distância!

Não é um trabalho de adivinhação mas de preparação mental e de expansão da consciência para o futuro. Os resultados são habitualmente muito animadores.Como se faz isso? Recordemos as palavras do professor: programar algum tempo semanal para, num lugar calmo, olhar para o futuro "vendo-nos" a actuar onde gostaríamos de estar. É um trabalho pró-activo é susceptível de alargar o nosso "horizonte de tempo".

Estamos muito agarrados ao passado (estudámos a História), vivemos muito dependentes do que já aconteceu nas nossas vidas.O agora é fugidio e também não lhe prestamos a atenção devida. Olhando mais para a frente - o futuro - restam-nos planos, ambições ou medos.Há quem se recuse a pensar na vida a mais de uns quantos meses para a frente.

Em rigor, o futuro, de facto, não existe; está por acontecer, é indeterminado. Mas ao desenvolvermos a nossa "visão" interior ficaremos mais aptos a enfrentar com sucesso e de forma positiva tudo aquilo que o futuro nos trouxer. Por outro lado, ficaremos mais habilitados a modificarmos no presente elementos que irão repercurtir-se no futuro, alterando aquilo que um tanto fatalisticamente chamamos de "destino".

Nelson S Lima

Trabalho: empregos!

Segundo um estudo da Business Insider, com base em dados da Secretaria do Trabalho dos Estados Unidos, verificar-se-á, até 2022, uma crescente procura dos seguintes empregos naquele país: 
Gestores de construção - Gestores de saúde - Representantes de vendas, atacado e fabricação - Contabilidade e auditoria - Motoristas de camiões e tratores - Técnicos em enfermagem - Supervisores de construção civil - Analistas de Marketing - Programadores de Software - Supervisores de escritório e assistentes administrativos - Advogados - Carpinteiros - Professores do ensino básico - Analistas de sistemas - Analistas administrativos - Contadores e auditores - Médicos cirurgiões - Programadores de aplicativos - Gerentes de operações - Enfermeiros.

Escola: onde se estimulam os talentos?

Será que o ensino actual, imaginado, pensado e estruturado para a defunta sociedade fabril ainda serve para a sociedade do Conhecimento? Os estudiosos do assunto dizem que não.

As exigências intelectuais do século XXI são diferentes daquelas que serviram (em parte) para nós, pais. Mas o pior está para vir. Dentro de 5 ou 10 anos a sociedade humana estará ainda mais mudada do que hoje. A nivel do mercado do trabalho as alterações vão continuar de forma imparável. As novas tecnologias, que terão repercussão em todos os sectores da nossa vida, vão continuar a surpreender-nos com desenvolvimentos inesperados. A ciência aprofundará, cada vez mais, domínios que hoje estão ainda numa fase de descoberta.

A velocidade vertiginosa de transformações que estão a ocorrer nos países ocidentais, muito marcadas pela globalização e o desenvolvimento tecnológico, fizeram disparar os estudos sobre o futuro a médio prazo (5 a 15 anos) por parte de muitos governos e grandes empresas que pretendem colher o máximo de informações que lhes permitam estar preparados, com a maior antecipação possível, para os novos desafios ditados pela sociedade da Informação.

O tempo em que as mudanças sociais, económicas e tecnológicas ocorriam a um ritmo que permitia fazer previsões com algum nível de certeza quanto aos cenários futuros terminou. A velocidade tenderá a aumentar mais ainda e algumas coisas se sabem já. Uma delas prende-se com o trabalho. Neste sector nada será como dantes.

Os diversos estudos conhecidos alertam para o facto do ensino não estar a preparar devidamente as crianças e os jovens para o futuro daqui a 10 ou 15 anos. Há novas exigências de competitividade, talento e inteligência que não estão a ser levadas em conta. A escola actual não é compatível com a sociedade para onde está a lançar os alunos.

Ser talentoso é ser feliz? Talvez...

Campeões Mundiais de Memória Rápida , um talento adquirido e treinado.

"Afinal, ser talentoso é ser feliz, demonstrar leveza na lida diária, encarar os problemas como parte da atividade, criar um estilo pessoal ao realizar um trabalho comum. É possível ser um tintureiro talentoso, um cabeleireiro genial. O talento não é demonstrado apenas pelas divas da música, pelos escritores premiados, pelos atores e atrizes. Há caixas de banco talentosos e caixas de banco que parecem aprisionados, condenados a fazer um trabalho de que não gostam. Há vendedores que transpiram alegria, e por isso vendem mais, e vendedores que não encontraram outra coisa para fazer, por isso realizam o trabalho sem prazer e sem sucesso.

Persiga o prazer, junto você alcançará a realização. O mundo está cheio de pessoas que abriram mão de uma carreira supostamente “de sucesso” para realizarem seu sonho, aparentemente “maluco”. Conheço um advogado que virou chefe de cozinha, uma bióloga que virou designer, uma psicóloga que virou roteirista, um engenheiro que abriu uma casa de sucos, uma analista de sistemas que “se encontrou” como leiloeira de arte. 

Gente louca? Pode ser, mas, como canta a talentosa Rita Lee: “Dizem que sou louca por pensar assim; mais louco é quem me diz que não é feliz!”.


Retirado de um texto de Eugenio Mussak, educador e escritor.

Locais excelentes para trabalhar


Apesar da crise, estão a aumentar as oportunidades de trabalho em (quase) todo o mundo, mas apresentam-se de forma diferente do que era!

O trabalho, hoje, não tem fronteiras. Eis um exemplo: aqui mesmo, a meu lado, tenho um amigo, também português, um génio em programação informática, que trabalhou lá na Alemanha e viajou por muitos países como consultor e supervisor de empresas. Agora passa a maior parte dos seus dias em casa. Ele continua empregado como técnico superior (ele tem 15 anos de experiência e menos de 40 anos de idade!!!), trabalhando nos seus dois computadores em ligação permanente com a sede da empresa na Alemanha. Agora ele é um tele-trabalhador!

TRABALHA-SE ONDE HÁ OPORTUNIDADES
Cidades em rede, empresas em rede, centros de pesquisa em rede e trabalhadores em rede (conectados pelas diferentes tecnologias de informação) apostam em especialidades específicas. O Reino Unido, por exemplo, precisa, até 2017, de mais de um milhão de trabalhadores especializados e quase outros tantos diretores executivos (fonte: London Business School).

Entretanto, até à mesma data, mais de 11 milhões de pessoas nascidas após a segunda guerra mundial estão a entrar na reforma - se bem que, muitas delas, estejam a abraçar novas atividades e a criar novos negócios.

Um pouco por todo o mundo estão também a emergir grandes centros económicos onde as possibilidades de trabalho, sobretudo de elevada especialização, são cada vez mais.

Lembro aqui algumas regiões dos Estados Unidos, como a Califórnia, Nova Iorque e Boston; da Europa (Copenhaga, na Dinamarca; Munique, Alemanha; Helsínquia, Finlândia; Viena, Áustria; Estocolmo, Suécia; Zurique, Suiça; Londres, Inglaterra); certas cidades do Canadá (Montreal e Vancouver); da Austrália (Melbourne e Sydney) e do Extremo-Oriente (Singapura, Fukuoka, Quito, Xangai, etc.).

Nelson S Lima

Se desejar um texto mais completo sobre este tema peça-me pelo email nelsonslima@yahoo.co.uk

Uma ideia que mudou uma cidade


Conhece certamente este logo de Nova Iorque - I LOVE NEW YORK. Está difundido em tudo quanto é sítio desde copos a roupa.

O seu autor foi um talentoso do design gráfico - Milton Graser - também fundador da revista "New York", além de criador de interiores de restaurantes famosos e de rótulos de muitos produtos.

Foi em 1975 que aceitou o desafio de criar uma campanha de propaganda para revitalizar a imagem de Nova Iorque numa altura em que a cidade estava a atravessar um período de decadência e apagamento. Os crimes nas ruas atingiam números nunca antes vistos e os habitantes mostravam-se pouco empenhadas em mudar a atmosfera emocional que se vivia.

Graser tinha de usar a frase "I love New York". Era a única exigência do governo da cidade. Andou semanas com várias tentativas mas nenhuma lhe agradou. Então, um dia, quando ia numa viagem de taxi, surgiu-lhe de repente a ideia do "coração" para substituir a palavra LOVE.

Ele conta que havia ficado bloqueado porque estava preso à frase "I LOVE NEW YORK". Foi então que deixou seu cérebro inconsciente trabalhar livremente. E eis que então, de repente, sem que nunca tenha pensado nisso, surgiu a ideia do coração! Foi mais um momento EUREKA!

Veja o site da promoção de Nova Iorque aqui:

Além do talento...


Numerosos estudos têm demonstrado que ser-se talentoso em alguma arte ou ofício exige vocação, paixão, entrega e um pouquinho de genialidade desde muito cedo. Depois é preciso trabalhar o talento, aperfeiçoá-lo com insistentes horas de dedicação e melhoria no desempenho. Estima-se que são precisas cerca de 10 mil horas para se chegar ao nível da elite dos melhores. Mas não chega para um desempenho de excelência.

Outros estudos, que compararam pessoas talentosas e bem treinadas, descobriram que os melhores dentre eles tinham algo mais: revelavam um conhecimento alargado da sua área de trabalho, o que lhes permitia estar mentalmente mais envolvidos e serem geniais, os melhores entre os melhores.

Um exemplo: um médico pode ser talentoso, altamente cotado, por ter estudado e praticado muito. Mas haverá melhores do que ele e entre esses estão aqueles que sabem mais sobre as diferentes áreas do saber ligadas à saúde como a biologia, a psicologia, etc. Ou seja, o conhecimento adicional, a formação contínua - feita de entrega apaixonada e deliberada - é que torna os talentosos em génios notáveis.

Estamos numa época do mundo em que precisamos de pessoas talentosas (bem conhecedoras e técnicas) em todas as profissões. Mas cada vez mais carecemos de autênticos génios. De médicos que não saibam apenas de medicina mas de psicologia humana; de gestores que não percebam apenas de gestão mas de filosofia, de sociologia e de psicologia; de psicólogos que não conheçam apenas as melhores terapias mas tenham uma cultura alargada que lhes permita enquadrar os problemas dos seus clientes nos devidos contextos sociais, económicos, filosóficos, espirituais, biológicos e médicos que os afetam.

Ou seja, essas pessoas têm as mentes preparadas para saberem da sua profissão mas também para acrescentarem novos e permanentes conhecimentos. São especialistas, de facto, mas são também pessoas que possuem um conhecimento multidisciplinar em constante expansão e aprofundamento.

Findou uma época. O futuro é hoje.


Vivemos numa época difícil da Humanidade. Mais do que em qualquer outro tempo da história humana, este momento que atravessamos é particularmente inquietante. Na verdade, estamos bem no centro de uma encruzilhada onde ideias, convicções, modelos e certezas do passado se misturam com novos elementos, conceitos e valores de uma sociedade em acelerada transformação.

Muitas pessoas (até mesmo políticos e homens de negócios!) ainda não se aperceberam como o mundo se modificou nos últimos 10 ou 15 anos e como isso começou a afectar as suas vidas. Outras, desorientadas, não descortinando as novas referências por que devem reger-se, vivem angustiadas, com uma sensação de perigo entranhada na alma. Findou uma época.

A nova é carregada de complexidades, incertezas, imprevisibilidades, rápida mudança e ambiguidades. O seu anúncio já se fazia ecoar desde os anos 60 em obras como "O choque do futuro" de Alvin Toffler.

Habitamos um mundo onde coexistem dois paradigmas: o do materialismo tecnicista, fruto da idade fabril e tecnológica e o do novo espiritualismo que faz apelo à reconversão dos valores da serenidade e da sabedoria. Deste choque de ideologias e crenças resulta uma sociedade ainda compreensivelmente conturbada e confusa. Basta abrir um jornal diário para percebermos como está o mundo que nós próprios criámos ou aceitámos que fosse criado (pelos detentores do poder e das grandes escolhas que afectam a sociedade).

Crise financeira internacional, desemprego galopante em muitos países, inquietações políticas, discursos inflamados mas vazios de ideias, ódios desmedidos, consumismo idiota e sem nexo, a procura atabalhoada pelo sucesso rápido, o deslumbramento dos novos ricos (jogadores de futebol, vedetas do mundo do espectáculo, etc), a desorientação visível e a ingenuidade assustadora de muitos adolescentes e crianças. Os empregos tornaram-se precários e sê-lo-ão cada vez mais. As empresas já não oferecem garantias de emprego para sempre.

As aposentadorias já não podem ser uma interrupção, o fim de uma época da nossa vida. Os bons empregos já não são os de antigamente. Há novas profissões a germinar por esse mundo fora. A sociedade é outra. Não é pior que muitas outras épocas do que os nossos antepassados viveram. Mas não podemos permitir-nos viver como se tudo estivesse como dantes quando hoje tudo de desenrola e transforma muito rapidamente.

Não tenhamos ilusões! Vivemos a sociedade da informação e do conhecimento e isto não é apenas um nome bonito para uso dos economistas e dos políticos. Não.

Acorde! O mundo mudou mesmo!

Nós temos também de MUDAR. Mudar a nível pessoal. Temos de nos informar mais, ler mais, tentar compreender as novas regras da sociedade, manter-nos como cidadãos do mundo e não apenas como pessoas cujo horizonte finda na nossa rua ou nos limites da nossa cidade. De outra forma ficaremos mais e mais obsoletos sendo ultrapassados muito rapidamente pelos mais novos, pelos nossos próprios filhos.

Vivemos numa sociedade plena de oportunidades e possibilidades de realização. Temos, porém, de a compreender e como funciona. E de nos mantermos activos e envolvidos sem medo de nos assumirmos - cada um de nós - como agentes de mudança!

O novo mundo da "wikinomia"




Num mundo ao ritmo da "wikinomia (*) é altura de pensarmos em como melhorar a nossa própria performance.

Em 2000, o reputado professor de psicologia Robert Sternberg, em colaboração com Elena Grigorenko, lançaram um pequeno manual cujo título em português a Editora Artmed (Brasil) cunhou de Inteligência Plena. Embora fosse escrito a pensar na valorização da inteligência na escola e tivesse como alvos, por conseguinte, os professores, o livro é uma obra prática que nos ensina (a todos) a desenvolver a totalidade da inteligência.

Sternberg chama de inteligência plena ao conjunto das capacidades de pensamento analítico, criativo e prático que se observa nas pessoas bem-sucedidas. Ela envolve então:

a) O conjunto das capacidades necessárias para podermos atingir o sucesso na vida.
b) A capacidade de reconhecermos e aproveitarmos ao máximo as nossas aptidões e talentos.
c) A capacidade de reconhecermos e de compensarmos (ou corrigirmos) os nossos pontos fracos.
d) A capacidade de nos adaptarmos a, modificarmos e seleccionarmos ambientes ajustando o nosso pensamento ou comportamento para uma melhor adequação ao ambiente em que estivermos a actuar, ou então escolhermos um novos ambiente.

A inteligência plena exige capacidade analítica. Isto tem a ver com a capacidade de observação, atenção, avaliação e comparação. A capacidade criativa envolve o pensamento divergente, a inventividade e a descoberta. Finalmente, a capacidade prática é a execução, aplicando aquilo que se sabe. É óbvio que neste conceito está implícita a capacidade de relacionamento com os outros (inteligência relacional, interpessoal ou social).

Nos ambientes de trabalho a capacidade menos valorizada e treinada é a criativa. Tal como na escola. Mas a criatividade pode ser fomentada nas empresas através da formação, da provocação e da própria criação de condições que desafiem a imaginação criadora de todos.

(*) Sobre a WIKINOMIA:
A "wikinomia" assenta num princípio antigo: o da colaboração entre as pessoas para alcançarem, juntas, o êxito na conquista dos objectivos que comunguem. Mas a "wikinomia" é um conceito moderno, nascido já no século XXI. Ele diz respeito à colaboração em massa através das novas infraestruturas tecnológicas de comunicação interpessoal.

Um simples exemplo: no momento em que escrevo este post dezenas de milhões de pessoas e organizações em todo o mundo partilham notícias, informações e opiniões na blogosfera (uma rede auto-organizada de mais de 50 milhões de sitios onde alguns dos maiores blogues recebem meio milhão de visitas por dia (!), rivalizando com muitos jornais).

Mas não são apenas ideias, opiniões e notícias que são trocadas na internet. O conhecimento é também partilhado assim como transacções comerciais, acções de solidariedade, etc.

Há pois toda uma rede inteligente que ultrapassa a mera estrutura tecnológica que lhe serve de base: é uma verdadeira infosfera que liga os seres humanos, os quais, dessa forma, estão a partilhar a sua inteligência, conhecimentos, informações e ideias!

Esta ligação em rede pode mudar a inteligência de uma empresa fazendo com que o conhecimento colectivo se apoie na resolução de problemas e na inovação. "É, assim, uma era de imensas promessas inovadoras e de oportunidades inimagináveis" (in Wikinomics).

A ampla abertura da comunicação interpessoal que a internet e as outras tecnologias nos proporcionam vão obrigar as empresas a adoptar uma nova postura face aos mercados. Jamais poderão abrigar-se dentro das paredes das fábricas e dos escritórios como era comum antigamente. Elas têm de ser agora transparentes e, em definitivo, estabelecerem novas formas de relacionamento com os seus públicos (internos e externos). A empresa tradicional, fechada sobre si mesma, já não tem mais ar para respirar. Morrerá sufocada se não se abrir para o mundo. Os riscos de uma mudança radical são elevados. Mas as vantagens são muito mais prometedoras.

Cidades incubadoras de talento (Brasil)


Florianópolis (SC)
A cidade abriga mais de 600 empresas de tecnologia, quatro fundos de venture capital (capital de risco), duas incubadoras de negócios e um parque tecnológico. As principais áreas são: software, hardware e serviços de tecnologia (foto acima).

Campina Grande (PB)
A cidade tem um parque tecnológico, três universidades públicas e uma incubadora de empresas. Lá, está o TecOut Center, centro criado em parceria com a China para internacionalização de tecnologia. As áreas de atuação são software, hardware e comunicação digital.

Itajubá (MG)
A prefeitura concede benefícios fiscais para empresas se instalarem. Conta com a Unifei (Universidade Federal de Itajubá) e uma incubadora de empresa. Um parque tecnológico está em fase de implantação. Destacam-se as áreas eletroeletrônica, mecânica e informática.

Recife (PE)
A capital pernambucana tem o maior parque tecnológico do país, o Porto Digital, com uma incubadora de negócios e mais de 200 empresas instaladas. Atua nas áreas de softwares, games, multimídia e tecnologia ligada à comunicação.

Belo Horizonte (MG)
A capital mineira, que tem um escritório do Google, está investindo em tecnologia. No campus da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), funciona o parque tecnológico, cujo foco de atuação são softwares e biotecnologia.

Rio de Janeiro (RJ)
A “Cidade Maravilhosa” tem um parque tecnológico e duas grandes universidades com incubadoras: a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro). Energia e combustíveis são as principais atividades.

São Carlos (SP)
Possui um parque tecnológico – o Science Park – com duas incubadoras de empresas, duas universidades: USP e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e dois centros de pesquisa ligados à Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Os setores de destaques são: óptica, química fina e tecnologia para a agropecuária.

São José dos Campos (SP)
A cidade conta com um parque tecnológico, um campus da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e a Embraer. Destaca-se nas áreas de aeronáutica, energia e tecnologia para saúde e meio ambiente.

São Paulo (SP)
Maior cidade brasileira e principal destino dos escritórios empresariais. Conta com universidades e incubadoras de negócios, com destaque para USP (Universidade de São Paulo). Tem potencial de atuação em todas as áreas.

Santa Rita do Sapucaí (MG)
Conhecida como “Vale da Eletrônica”, o município de apenas 37,7 mil habitantes conta com duas incubadoras de empresas, o Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações). As áreas mais promissoras são de eletroeletrônicos e informática.

Instituto Cidades Criativas

BELO HORIZONTE (Brasil):

O Instituto Cidades Criativas é uma associação sem fins lucrativos cuja missão é transformar Belo Horizonte e seu entorno em um núcleo criativo por meio de projetos culturais, urbanísticos e educacionais.

De caráter transdisciplinar e agremiador, o Instituto Cidades Criativas abre-se à participação de profissionais das mais diversas áreas: matemáticos, arquitetos, demógrafos, engenheiros, economistas, biólogos, artistas, designers, produtores culturais, etc.

O que faz:
- Projetos arquitetônicos, urbanísticos, culturais e educacionais de interesse público;
- Seminários, encontros e debates sobre o destino das cidades e a qualidade do espaço público;
- Mostras, exposições, pesquisas e publicações transdisciplinares;
- Cursos, oficinas, laboratórios e workshops com ênfase em criatividade, políticas urbanas e interesse público;
- Experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas inovadores de produção, trabalho e comércio;
- Parcerias com o poder público, empresas, instituições de ensino e associações diversas em âmbito local, nacional e internacional;
- Consultorias para empresas, órgãos públicos, instituições de ensino, e associações diversas.

LINK para ver Belo Horizonte: http://www.belohorizonte.mg.gov.br/

NOVOS CENTROS DE CONHECIMENTO


Os professores suecos Kjell Nordström e Jonas Ridderstråle escreveram há uns anos um livro que deu que falar. Levou o título "Funky Business" (1999) e é surpreendente.

Continua mais do que atual - pois era então um livro orientado para o futuro - e devia ser lido por todos os empreendedores, empresários e gestores (e candidatos a essas funções). Aliás, os autores - atrevidos, divertidos e inspiradores - estiveram numa lista das 50 pessoas que influenciaram os finais do século XX com as suas ideias consideradas (pelos conservadores) como extravagantes. É deste tipo de autores que eu gosto, mesmo que sejam de outras áreas do conhecimento.

Não vou debruçar-me sobre o livro (podem ler referências ao mesmo em http://pt.shvoong.com/business-management/management/1615840-funky-business/) mas sobre um assunto que venho defendendo há muitos anos e sobre o qual pouca gente se interessa: o ensino informal, alternativo, aquele que não é fornecido pelas universidades convencionais nem pelos centros de formação certificados por uma qualquer entidade oficial (mas nem sempre merecedora da nossa confiança).

APRENDER MAIS DO MESMO?
O ensino informal é aquele que se realiza fora do sistema académico reconhecido e até pode nem precisar de uma escola (pensando bem, aquilo que de mais interessante e útil aprendi na minha vida profissional, até foi fora dos bancos da escola e da universidade; por exemplo, tenho livros que são autênticos cursos e que mudaram o rumo da minha vida, não vou citá-los porque são muitos mas o "Funky Business" é, certamente, um deles).

A UNIVERSIDADE DO HAMBURGUER


Muitos têm sido os autores que defendem uma profunda renovação nos modelos educativos, incluindo os da universidade. É preciso mudar conteúdos, acrescentar matérias atuais (e voltadas para o futuro), alterar métodos de ensino e deitar escolas abaixo (no sentido figurado) para que sobre os seus escombros se crie, definitivamente, um ensino que desperte os alunos para os novos mercados de trabalho e as novas maneiras de trabalhar (ler "A Mudança - O Futuro do Trabalho Já Chegou", da prof. Lynda Gratton da London Business School; ver, a propósito, o artigo http://www.dinheirovivo.pt/Emprego/Artigo/CIECO052123.html).

Os autores de Funky Business também alertam para essa necessidade e chamam a atenção para as escolas alternativas, muitas delas totalmente informais, com cursos não reconhecidos (pois estão fora do "sistema" ou contra ele).

Escreveram: "costumávamos levar uma "overdose" de educação até aos 25 anos; era genérica e ampla, em vez de personalizada e dirigida; não dava relevância ao facto de que educar não é preencher a cabeça das pessoas com factos". Isto foi escrito em 1998/99. O que é que mudou?

Tudo está a transformar-se no mundo do trabalho e muitas empresas (e muitas pessoas, e muitos sindicatos) não estão a perceber isso ou não estão a compreender que estamos numa nova revolução - tão demolidora, ou mais, como foi a "revolução fabril" nos finais do século XIX.

Porque o ensino formal não está a dar resposta às necessidades do novo mundo estão a ser as empresas privadas (incluindo universidades alternativas já ex-comungadas e não reconhecidas, mas não necessariamente excluídas por causa disso) que estão a solucionar as lacunas.

Já nos finais do século XX ouvi falar da Universidade do Hamburguer (os céticos já torcem o nariz, mas isso não me incomoda). Depois conheci o Disney Institute, a Universidade Motorola e por aí adiante - tudo escolas com formação prática para funcionários. O caso da Motorola é excelente: em 1998 tinha o seu próprio programa de MBA.

Ah, lembrei-me agora: em 2010, a McDonald's abriu um "campus" da Hamburger University, em Xangai, na China.

É interessante também o caso da British Aerospace que pensou numa universidade virtual chamada British Aerospace Virtual University onde, entre outros objetivos, está a criar uma "base de conhecimentos" da empresa.

O FUTURO DO ENSINO
Talvez venhamos um dia a assistir ao fim das universidades convencionais como as conhecemos agora. O futuro está fora das escolas tradicionais e no ensino à distância e contínuo - formal e informal (cito, de memória, o génio da gestão, já falecido, Peter Drucker; ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Drucker).

Não deixe que a sua formação se fique por aquilo que a universidade lhe ensina ou ensinou. Em pouco tempo, sentir-se-á perdido num mundo muito competitivo onde estão a surgir novas profissões, novos modos de trabalhar, novos países a concorrer numa economia globalizada e cada vez mais contectado 24 horas por dia, 7 dias por semana, o ano todo. Isto também se aplica aos especialistas formados e experimentados.

E aprenda mais, sempre mais, se quiser prosseguir a sua carreira ou até mudar de vida. Faça como eu. Ando sempre a aprender, nem que seja aqui na internet onde há muita informação fidedigna. Por causa disso, aos 50 anos de idade voltei para a universidade (uma das tais alternativas) e mudei de rumo.

Nelson S Lima 

Para consultar:

- DISNEY INSTITUTE em http://www.disneyinstitute.com/
- HARLEY DAVIDSON UNIVERSITY em http://www.ne-worcs.ac.uk/harley

Capital humano. Capital psicológico.


O tão badalado e reconhecido capital humano só tem validade se se levar em consideração e valorizar o capital intelectual e o capital psicológico.

Infelizmente, tem-se dado importância ao conhecimento (daí o valor do capital intelectual das organizações) sem se levar em conta que este de nada serve se o colaborador se sentir desmotivado, inseguro e infeliz no emprego. Ele pode ser o mais genial dos executivos ou o mais eficiente trabalhador da fábrica mas aquilo que irá disponibilizar ou inibir o seu capital de saber e experiência será o seu estado emocional, ou seja, se psicologicamente estiver entusiasmado, motivado, otimista e feliz com o seu emprego, seus patrões e o ambiente humano que vigore em sua equipa.

Não se entusiasmem muito as organizações por recrutarem os melhores talentos! Isso de nada vale se esses talentos não estiverem felizes, não se sentirem livres para pensar, criar e decidir, não se sentirem reconhecidos.

Muitos fracassos empresariais não decorrem da falta de clientes (de mercado) ou da falta de recursos materiais mas sim da falta de IDEIAS, ENERGIA PSICOLÓGICA, ESPÍRITO DE EQUIPA, VONTADE DE VENCER, CONFIANÇA NO FUTURO e muito mais.

O mundo está em transformação mas as pessoas também. Elas podem estar num emprego por falta de alternativas mesmo sofrendo maus ambientes; mas tão pronto encontrem uma empresa que lhes ofereça um ambiente estimulante de trabalho elas vão embora. A coisa pode ficar preta se ela for para uma empresa concorrente pois levará seus conhecimentos e informações que poderão prejudicar a empresa que a deixou escapar por falta de uma psicologia positiva em seu trabalho anterior.

Que se cuidem as empresas pois as pessoas estarão cada vez menos dispostas a aceitarem administradores obtusos, idiotas, ignorantes e insensíveis. E há muitos dessa raça mesmo que em seus gabinetes exibam orgulhosamente bonitos diplomas de liderança!

EMPREENDER!!!


Muito se tem escrito sobre empreendedorismo! Aliás, o empreendedorismo é daqueles temas que começam a tornar-se aborrecidos de tanto se falar deles: nos livros, nos seminários, nas universidades.

O problema decorre do facto das organizações (e das nações) necessitarem de empreendedores. Mais do que nunca.

Felizmente, sempre os houve ao longo da história humana. Até acredito que o primeiro empreendedor foi um qualquer sujeito anónimo que, há uns milhões de anos atrás, pegou na família em África e avançou para outras terras dando início ao povoamento de todo o Planeta. Foi desde então que nunca mais parámos e até já visitámos a Lua. Entre um acontecimento e outro decorreram milhões de anos de aventura, acção, iniciativa, criação e progresso, enfim, de empreendedorismo em todas as frentes.

O empreendedor nasceu por essa ocasião. Não está documentado mas deve ter sido impulsionado por qualquer pensamento do género: "Temos de fazer isto. Vamos!". E os outros o seguiram.

O que é empreender? Desde então o empreendedorismo se tornou numa caracteristica humana que estará inscrita nos genes (não sei, talvez) pois se parece com um traço de personalidade que, todavia, está distribuido de forma aleatória pela população. De facto, parece haver gente que não o possui.

Quer isto dizer que o empreendedorismo é algo que está na mente. Onde exactamente? Na inteligência? Não me parece. Na memória? Também não. Então onde está alojado? Talvez na totalidade da pessoa! E está sempre lá? Parece que não!

O empreendedor não é apenas um sujeito com um determinado tipo de personalidade. Há diferentes tipos e em todos pode caber uma mente empreendedora. Logo, o espírito empreendedor reside no todo da pessoa pois a mente não é algo que esteja apenas encerrada nos limites da cabeça!

A FELICIDADE

Nos últimos anos, a Felicidade tem sido um tema cada vez mais objecto de estudo. Agora também a Ciência se envolveu na tarefa de nos explicar que sentimento é esse.

Os mais recentes e interessantes livros sobre a matéria provêm de investigadores universitários. Este interesse crescente pelo tema resulta do facto de ser cada vez mais perceptível que vivemos numa sociedade onde o stresse, o medo, a depressão e a angústia existencial estão a provocar inúmeros ataques à qualidade de vida, à saúde e ao bem-estar das pessoas.

A definição de Felicidade varia de pessoa para pessoa e de autor para autor. Para uns é um sentimento de realização, harmonia e integração. Para outros o resultado de conquistas e ambições. Os cientistas, como o biofísico Stefan Klein, defendem que se trata de um sentimento que abrange o bem-estar corporal, psíquico, social e espiritual.

Por força de inúmeros factores, onde o estilo de vida desempenha um papel decisivo, vivemos numa angústica existencial quase permanente. O que levou a psicóloga transpessoal Laura Gilot a declarar que temos sido exímios a construir uma sociedade neurótica, insegura, assustada e confusa. Desta neurose que acomete um número crescente des seres humanos resulta que o nosso Eu, em vez de se expandir, fica restringido a um punhado de algumas ideias, por vezes vagas, de quem somos.

Por muito que aprendamos nos livros não a descobrimos ali. E, assim, distraídos numa sociedade que é cada vez mais cheia de imagem e cor, não nos ocorre que as primeiras e mais importantes aprendizagens devem ser acerca de nós próprios.

Então, o auto-conhecimento seria pois o primeiro passo para a conquista da Felicidade. De outra forma, acontecerá o que o filósofo Voltaire vaticinava: "sabemos que a felicidade existe mas não conseguimos dar com ela".

Algumas pessoas agarram-se à esperança de que a inteligência será a nossa derradeira tábua de salvação porque, com ela, saberemos fazer melhores escolhas. Mas será assim? A verdade é que a inteligência não é garantia de Felicidade como não o é de Sabedoria, Talento e Sucesso. A inteligência é apenas uma possibilidade em aberto, um recurso pessoal, uma potencialidade feita de emoções, sentimentos, pensamentos, memórias, sonhos, desejos, ambições.

Num mundo caótico e complicado demais para encontrarmos estratégias de sobrevivência eficazes, a espiritualidade pode ser aquela dimensão que marca a diferença entre a Felicidade e a falta dela. Fruto do desenvolvimento da auto-consciência, a espiritualidade é, para muitos autores, o caminho definitivo para um mundo melhor que beneficiará cada pessoa. Temos de reflectir sobre isto.

Finalmente, qual é a importância da Educação neste processo? A Felicidade pode ser aprendida? Podemos ensinar às pessoas a Fórmula da Felicidade? Se essa fórmula existe porque não a ensinamos às crianças? Onde estamos a falhar? De que estamos à espera?

O que é a mente?

Para Augusto Cury a mente humana é um campo de energia, sofisticado e complexo, que coexiste e co-interfere com o campo de energia físico-química do cérebro. A energia psíquica transmuta-se ou transforma-se em energia física, e vice-versa.

A mente envolve todos os acontecimentos comportamentais, desde os mais simples aos mais complexos sendo sustentada por um “programa”, facto que remete para a existência da percepção, da memória e da aprendizagem como funções determinantes para a função mental.

É um todo onde decorrem simultaneamente actividades conscientes e não conscientes. Na verdade, ela resulta de padrões no fluxo de energia e informações no interior do cérebro e entre cérebros, é criada no seio da interacção dos processos neurofisiológicos internos e das experiências interpessoais, a estrutura e o funcionamento do cérebro são determinadas pelo modo como as experiências (vivências e estímulos) moldam a maturação geneticamente programada do sistema nervoso (Sigel,1999).

A mente, que não pára de se desenvolver ao longo da vida, possui meios distintos de processar as informações e os estímulos oriundos do exterior e do seu relacionamento com outras mentes. Neste aspecto, é de destacar o papel das emoções que intervêm de forma activa na organização central do cérebro. Assim, a capacidade de um indivíduo organizar as suas emoções determina a capacidade da mente de integrar a experiência e de se adaptar a futuros focos de tensão (Sigel,1999).

A definição de “mente” varia muito não tanto de autor para autor mas conforme a perspectiva seja a investigação filosófica (Money-Kyrle,1956,1961, Meltzer, 1978), a neurofisiológica (Hebb,1946; Benedetti,1969; Eccles,1970; Lurija, 1970,1974,1975; Brown, 1977; Boddy, 1978; Mancia, 1980) ou a das ciências psicológicas.

Estas últimas usam, por vezes, dois termos distintos: mente e psique. A mente está geralmente associada às actividades intelectuais enquanto a psique está relacionado mais extensivamente com todos os processos de ordem psicológica ligados sobretudo às emoções e aos sentimentos.

A Teoria da Psicologia Multifocal de Augusto Cury aglutina-as. Mente e psique são palavras sinónimas e dizem respeito a todos os fenómenos e actividades mentais, sejam eles pensamentos, memórias, sensações ou emoções. Implica igualmente não só os processos que têm o carácter de consciência mas também toda a gama de fenómenos que não chegam à consciência (eles ocorrem em níveis inconscientes, também designados por Cury como “mente oculta”, “bastidores da mente” ou “inconsciente”).